A partir de janeiro de 2026, todas as empresas precisarão se adaptar às novas exigências do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo (IS) nas notas fiscais eletrônicas (NF-e e NFC-e). Essa mudança é parte da Reforma Tributária que visa simplificar e modernizar o sistema de tributos no Brasil. Para garantir uma transição tranquila, é fundamental que as empresas, especialmente as de pequeno e médio porte, sigam quatro etapas importantes de preparação.
Compreensão técnica e estratégica
Índice
ToggleO primeiro passo é entender a nova legislação e os impactos que ela terá no seu modelo de negócios. É essencial analisar aspectos como:
- O funcionamento do split payment, que fará a dedução automática de tributos a cada venda.
- As novas regras para compensação de créditos tributários.
- A incidência de tributos sobre atividades que antes não eram tributadas, como a locação de imóveis.
- A criação do Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
Essa etapa exige uma revisão dos modelos de fornecimento, estoques e vendas, além de capacitar as equipes para que possam interpretar corretamente as novas regras.
Avaliação de processos e contratos
Após entender os impactos, é hora de avaliar como essas mudanças afetarão suas operações e contratos. Perguntas que devem ser feitas incluem:
- Os processos contábeis e fiscais estão preparados para a nova legislação?
- O sistema de precificação ainda é viável?
- Será necessário renegociar contratos com clientes e fornecedores?
- A equipe está capacitada para lidar com as mudanças?
A comunicação com parceiros comerciais é crucial para justificar alterações em preços ou condições de fornecimento.
Reestruturação de processos e sistemas
Na fase operacional, é vital adaptar os sistemas de emissão de notas fiscais e gestão tributária para processar os novos tributos. Questões a considerar incluem:
- O sistema de emissão de notas já possui os campos de IBS, CBS e IS?
- O sistema contábil está apto a registrar as novas obrigações acessórias?
- Há necessidade de integração com ferramentas de automação tributária?
Uma base tecnológica confiável ajudará a evitar erros e garantir agilidade no processamento das informações.
Governança tributária e compliance
Além das adaptações operacionais, fortalecer a governança tributária e os mecanismos de compliance é essencial. Isso inclui:
- Monitorar créditos acumulados durante a transição.
- Acompanhar a publicação de PECs complementares e leis ordinárias.
- Revisar controles internos para assegurar conformidade.
- Contar com suporte especializado de contadores e equipes tributárias.
Com a transição ocorrendo em etapas até 2033, ajustes podem ser necessários, exigindo monitoramento constante.
Impactos esperados da Reforma Tributária
Os principais objetivos do novo modelo de tributação incluem:
- Simplificação do sistema atual, substituindo tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins.
- Redução da cumulatividade, por meio de crédito amplo e não cumulativo.
- Aumento da transparência e padronização na cobrança.
- Criação do Imposto Seletivo para desestimular o consumo de itens nocivos.
Embora as mudanças prometam maior eficiência, elas exigem planejamento tributário e revisão estratégica das operações para evitar impactos negativos.
Quadro-resumo
- Compreensão técnica: Análise da legislação e impactos no modelo de negócios.
- Avaliação de processos: Revisão de operações e contratos.
- Reestruturação de sistemas: Adaptação de tecnologia e processos.
- Governança e compliance: Monitoramento e suporte especializado.
Com a proximidade do início da transição, é fundamental que as empresas acelerem seus processos de adaptação à Reforma Tributária. A compreensão da legislação, a revisão de contratos, a atualização tecnológica e o fortalecimento da governança são etapas essenciais para garantir conformidade e competitividade.
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Fontes: Contábeis.
